quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
10 anos do tiro no pé dado pela indústria fonográfica
Segunda feira, o blog do Link, do jornal "Estado de São Paulo" , lembrou um dos maiores (se não o maior) erro da indústria fonográfica: Não aceitar as mudanças que estavam por vir, e reagir da pior maneira possível: tratando seus consumidores como criminosos.
Através da RIAA (Record Industry Association of America) foram enviadas notificações para vários usuários, e a batata foi assando para muita gente que a única coisa que estava fazendo era compartilhar conteúdo. Vários artistas apareceram (e ainda aparecem) por aí falando da maldade que é fazer download de arquivos protegidos, e assim vai.
Enquanto a indústria fonográfica usava de todos os seus esforços para continuar com a supremacia dos Compact Discs, muita gente estava oferecendo conteúdo e serviços de forma gratuita, como vemos através do Google, que começou a oferecer serviços de email, mapas, lista de compras, ferramentas de escritório e trocentas outras coisas de forma gratuita. Mas não por serem bonzinhos, ou uma instituição filantrópica, e sim por buscarem um outro modelo de receita: a empresa ia lucrando com... publicidade! O modelo não tão inovador e inédito assim (afinal, a televisão está há eras fornecendo conteúdo a troca de exibição de publicidade), porém, se tornou o modelo ideal para este tipo de suporte, de estrutura anárquica, onde vai se expandindo de uma maneira ilimitada.
É óbvio que esta não é uma receita de bolo. Não é porque o Google fez desta maneira é que todos vão seguir de tal forma. As gravadoras buscam novas maneiras, seja vendendo conteúdo para empresas de telefonia, ou vendendo para softwarehouses de games. São exemplos de mudanças de modelo, que estão funcionando. Artistas independentes também buscam sua maneira de seguir sem as gravadoras, que com a libertação de mídias físicas, se tornou mais facilitado. O que obviamente, ocasiona em um aumento no número de pessoas que utilizarão desta 'demotape global'. Com este aumento, aumenta também a demanda por qualidade e inovação, a fim de conquista de espaço e destaque com o público.
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Eh ouve uma democratização do conteudo ... mas acho q é uma faca 2 gumes para as bandas independentes pois a tendecia q eu vejo é q elas vem continuando a ser indenpentes ... pois as gravadoras estaum cada vez mais conservadoras em investimento ...
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