quarta-feira, 24 de março de 2010

Blip.fm - Que blipaiada é essa, camarada? (Parte I)




Bom, já falei aqui em post, artigos, coisa e tal sobre o blip.fm, mas nem todos devem saber que raios é esse blip aí, portanto... vou tentar fazer algo que explique mais ou menos o que é enfim, esta bagaça:

O Blip.fm é um serviço de microblog (bem parecido com o twitter, aliás, o pessoal que usa twitter vai notar certas coisas em comum) , com um diferencial: você busca pela música que deseja, coloca uma breve descrição e pronto! Está lá o seu post, com texto e música! Funciona de forma bem semelhante a uma rádio.

Um aspecto onde ele é bem parecido com o twitter, é na maneira que os blips são organizados. Vai sendo exibido blip a blip dos usuários (DJs) que você segue, formando assim uma lista com uma ordenação que só você (ou outra pessoa que segue exatamente os mesmos usuários) possui.

Mas, além de acompanhar somente o pessoal que você adicionou, é possível também acompanhar todos os blips. enquanto a música vai rolando, os blips vão sendo atualizados a todo momento. Para organizar esta farofa que sem dúvida será formada, é possível 'sintonizar' através do tagTuner. Assim como no twitter é possível filtrar os tweets através dos Trending Topics, é possível no blip.fm filtrar os blips por estilo musical, nome do artista, música ou qualquer outra coisa que possa rotular um artista ou música:



Este sistema de filtragem é algo que achei bem interessante, e reflete bem o que várias outras plataformas também tem como característica, como seu processamento remoto, sua convergência e mistura com demais plataformas de conteúdo e redes sociais, sua quase infinidade de conteúdo sendo selecionado através de uma customização do próprio ouvinte, de forma que uma estação de rádio nestas plataformas não se define por posicionamento, e sim por filtragem através de classificações.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

“Colaborar ou evaporar”


Exatamente. como Gerd Leonhard, consultor e escritor de livros The Future of Music e Music 2.0, resumiu a questão da sempre polêmica briga entre indústria do entretenimento e pirataria. Nesta quarta feira foi gravada a entrevista com ele no programa Roda Viva, da TV Cultura, e o blog do caderno Link do Estadão publicou uma matéria a respeito, que se encontra no link abaixo. Recomendo!

Gerd Leonhard @ Roda Viva


domingo, 31 de janeiro de 2010

Via YouTube - Usando youtube para compartilhar... música!

Oi, playlist!

Creio que eu falar das mudanças que o Youtube trouxe em relação à transmissão de vídeos via internet, e sobre o que ele representa em transmissão de conteúdo nos meados dos anos 00, será chover no encharcado (e morando no estado de São Paulo, chuva neste início de ano é algo que já deu!).

Porém, é interessante observar como o formato da plataforma e suas facilidades possibilitam que usuários possam utilizar a mesma de diferentes formas. Não somente como um suporte de vídeo, mas também um suporte que acaba possibilitando que o usuário publique música (somente a música, no máximo a capa do disco ou fotos do artista no lugar do videoclip) no site, fazendo do mesmo uma jukebox. E com o passar do tempo, o próprio site foi se modificando de forma com que este tipo de uso se tornasse cada vez mais propício, com o surgimento, por exemplo, das playlists, que possibilitam ao usuário criar diferentes listas de reprodução.

É bem o que Lev Manovich citou acerca dos "Banco de Dados" no "The Language of New Media". Um playlist é composto por diversas músicas (ou vídeos) que se tornam itens individuais, podendo ter suas ordens alteradas de diversas formas. E isto se reflete não somente nas playlists do Youtube, mas também em listas de reprodução de sites como vagalu.me, blip.fm (plataformas que retransmitem conteúdo hospedado via Youtube), e diversos outros que adotam padrões semelhantes.

Mas não é somente de playlist que se resume a lista de ferramentas contidas no Youtube. Recentemente eles lançaram um serviço chamado Youtube Music Discovery Project. Nela, de uma forma um pouco semelhante (e até o momento, mais limitada) ao last.fm, é possível encontrar informações de artistas, gêneros musicais e seus artistas/gêneros relacionados. A Adriana Amaral escreveu algo bem interessante a respeito, tanto do youtube.com/disco quanto do uso como compartilhamento de música.

O que é fato, e até um tanto quanto óbvio, é que tal aumento destas possibilidades (de difusão e retransmissão de conteúdo, interligando com outros serviços de diversas maneiras) vai, de maneira cada vez maior, ampliar o poder viral que as redes tem hoje.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Rádio, Internet, Redes Sociais e Compartilhamento

Confesso que ando meio relapso com este blog, até tenho bastante idéias pra colocar, mas hey, o ano começa só depois do carnaval! Ok, não é uma desculpa convincente...

Enquanto estou vendo algo bacana pra compartilhar (outra maneira de dizer "tomar vergonha na cara e escrever mais coisas"), me lembrei de uma coisa:

Uns dias atrás tinha visto via twitter (@gabizago)que os anais da ABCiber já estavam disponíveis no site do Simpósio. Pois bem, o que significa que trabalho que apresentei está lá!

Rádio, Internet, Redes Sociais e Compartilhamento – Histórias e impactos na sociedade

O presente artigo tem como objetivo analisar o surgimento, o desenvolvimento e o impacto
que as rádios na internet - também conhecidas como web radios ou internet radios –
trouxeram para o cotidiano das pessoas. Tal advento trouxe consigo inovação e convergência
entre os dois meios, o que produziu mudanças tanto na forma de executar as canções quanto
na maneira como elas são reproduzidas no cotidiano. As web rádios também multiplicam as
possibilidades de difusão, de organização e de relação com o ouvinte e alteram a relação do
artista com sua obra. Essa mudança é praticamente irreversível, devido ao poder viral da
internet e da dimensão da mesma.


O texto está disponível aqui.

E a lista dos demais trabalhos pode ser encontrada neste link.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vocari Dei / God's Answering Machine

Falar que "as redes sociais", "web 2.0", proporcionam ao usuário produzir conteúdo, que permite ao público uma maior interatividade, etc já está se tornando um baita mantra.

Porém é interessante como tudo isto vai se refletindo em outras plataformas (desconfio que esta não é a primeira iniciativa, mas vale o exemplo) : A banda sueca Pain of Salvation, enquanto produzia seu disco "Be", fez um convite ao seus fãs através do site: ligar para o número deixado pela banda, e deixar 'uma mensagem' para Deus na caixa postal, por sua vez chamada de "God's Answering Machine". Foi feita uma seleção dos principais recados, que entrou na faixa "Vocari Dei" do álbum. O resultado está logo abaixo, e os relatos escritos, aqui:


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

10 anos do tiro no pé dado pela indústria fonográfica

Contra burguês, baixe mp3?


Segunda feira, o blog do Link, do jornal "Estado de São Paulo" , lembrou um dos maiores (se não o maior) erro da indústria fonográfica: Não aceitar as mudanças que estavam por vir, e reagir da pior maneira possível: tratando seus consumidores como criminosos.

Através da RIAA (Record Industry Association of America) foram enviadas notificações para vários usuários, e a batata foi assando para muita gente que a única coisa que estava fazendo era compartilhar conteúdo. Vários artistas apareceram (e ainda aparecem) por aí falando da maldade que é fazer download de arquivos protegidos, e assim vai.

Enquanto a indústria fonográfica usava de todos os seus esforços para continuar com a supremacia dos Compact Discs, muita gente estava oferecendo conteúdo e serviços de forma gratuita, como vemos através do Google, que começou a oferecer serviços de email, mapas, lista de compras, ferramentas de escritório e trocentas outras coisas de forma gratuita. Mas não por serem bonzinhos, ou uma instituição filantrópica, e sim por buscarem um outro modelo de receita: a empresa ia lucrando com... publicidade! O modelo não tão inovador e inédito assim (afinal, a televisão está há eras fornecendo conteúdo a troca de exibição de publicidade), porém, se tornou o modelo ideal para este tipo de suporte, de estrutura anárquica, onde vai se expandindo de uma maneira ilimitada.

É óbvio que esta não é uma receita de bolo. Não é porque o Google fez desta maneira é que todos vão seguir de tal forma. As gravadoras buscam novas maneiras, seja vendendo conteúdo para empresas de telefonia, ou vendendo para softwarehouses de games. São exemplos de mudanças de modelo, que estão funcionando. Artistas independentes também buscam sua maneira de seguir sem as gravadoras, que com a libertação de mídias físicas, se tornou mais facilitado. O que obviamente, ocasiona em um aumento no número de pessoas que utilizarão desta 'demotape global'. Com este aumento, aumenta também a demanda por qualidade e inovação, a fim de conquista de espaço e destaque com o público.

sábado, 28 de novembro de 2009

Primeiro post

Bem, estou achando quase inevitável usar de clichês no primeiro post deste blog. Mas enfim, bem vindos ao "De Adoniran a Napalm"

Sou Thiago Paiva, analista de sistemas, graduado em Tecnologia de Processamento de Dados pela FATEC, e pós graduando em Estéticas Tecnológicas pela PUC-SP.

Desde os tempos de graduação tenho um certo interesse em mídias digitais, e redes sociais. E desde moleque tive envolvimento com música. Talvez isto tudo acabou me levando a começar a estudar música na rede, desde a distribuição até o envolvimento entre artista e público.

Então, até pra me organizar melhor nas pesquisas, e ainda poder compartilhar algumas coisas interessantes que eu for encontrando, resolvi fazer este blog.

Santaella, parafraseando o escritor Umberto Eco, falou sobre o internauta ir "de Platão a Salsicha" em cinco passos. E claramente, ocorre o mesmo com o ouvinte em webradios, ou em redes sociais como blip.fm, já que podem ir de Adoniran Barbosa a Napalm Death em um simples mover de playlist. E este é o motivo do nome deste blog.

Enfim, Bem vindos!