Creio que eu falar das mudanças que o Youtube trouxe em relação à transmissão de vídeos via internet, e sobre o que ele representa em transmissão de conteúdo nos meados dos anos 00, será chover no encharcado (e morando no estado de São Paulo, chuva neste início de ano é algo que já deu!).
Porém, é interessante observar como o formato da plataforma e suas facilidades possibilitam que usuários possam utilizar a mesma de diferentes formas. Não somente como um suporte de vídeo, mas também um suporte que acaba possibilitando que o usuário publique música (somente a música, no máximo a capa do disco ou fotos do artista no lugar do videoclip) no site, fazendo do mesmo uma jukebox. E com o passar do tempo, o próprio site foi se modificando de forma com que este tipo de uso se tornasse cada vez mais propício, com o surgimento, por exemplo, das playlists, que possibilitam ao usuário criar diferentes listas de reprodução.
É bem o que Lev Manovich citou acerca dos "Banco de Dados" no "The Language of New Media". Um playlist é composto por diversas músicas (ou vídeos) que se tornam itens individuais, podendo ter suas ordens alteradas de diversas formas. E isto se reflete não somente nas playlists do Youtube, mas também em listas de reprodução de sites como vagalu.me, blip.fm (plataformas que retransmitem conteúdo hospedado via Youtube), e diversos outros que adotam padrões semelhantes.
Mas não é somente de playlist que se resume a lista de ferramentas contidas no Youtube. Recentemente eles lançaram um serviço chamado Youtube Music Discovery Project. Nela, de uma forma um pouco semelhante (e até o momento, mais limitada) ao last.fm, é possível encontrar informações de artistas, gêneros musicais e seus artistas/gêneros relacionados. A Adriana Amaral escreveu algo bem interessante a respeito, tanto do youtube.com/disco quanto do uso como compartilhamento de música.
O que é fato, e até um tanto quanto óbvio, é que tal aumento destas possibilidades (de difusão e retransmissão de conteúdo, interligando com outros serviços de diversas maneiras) vai, de maneira cada vez maior, ampliar o poder viral que as redes tem hoje.
domingo, 31 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Rádio, Internet, Redes Sociais e Compartilhamento
Confesso que ando meio relapso com este blog, até tenho bastante idéias pra colocar, mas hey, o ano começa só depois do carnaval! Ok, não é uma desculpa convincente...
Enquanto estou vendo algo bacana pra compartilhar (outra maneira de dizer "tomar vergonha na cara e escrever mais coisas"), me lembrei de uma coisa:
Uns dias atrás tinha visto via twitter (@gabizago)que os anais da ABCiber já estavam disponíveis no site do Simpósio. Pois bem, o que significa que trabalho que apresentei está lá!
O texto está disponível aqui.
E a lista dos demais trabalhos pode ser encontrada neste link.
Enquanto estou vendo algo bacana pra compartilhar (outra maneira de dizer "tomar vergonha na cara e escrever mais coisas"), me lembrei de uma coisa:
Uns dias atrás tinha visto via twitter (@gabizago)que os anais da ABCiber já estavam disponíveis no site do Simpósio. Pois bem, o que significa que trabalho que apresentei está lá!
Rádio, Internet, Redes Sociais e Compartilhamento – Histórias e impactos na sociedade
O presente artigo tem como objetivo analisar o surgimento, o desenvolvimento e o impacto
que as rádios na internet - também conhecidas como web radios ou internet radios –
trouxeram para o cotidiano das pessoas. Tal advento trouxe consigo inovação e convergência
entre os dois meios, o que produziu mudanças tanto na forma de executar as canções quanto
na maneira como elas são reproduzidas no cotidiano. As web rádios também multiplicam as
possibilidades de difusão, de organização e de relação com o ouvinte e alteram a relação do
artista com sua obra. Essa mudança é praticamente irreversível, devido ao poder viral da
internet e da dimensão da mesma.
O texto está disponível aqui.
E a lista dos demais trabalhos pode ser encontrada neste link.
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