domingo, 9 de maio de 2010

Blip.fm - Que blipaiada é essa, camarada? (Parte II)


No post anterior, eu fiz uma curta descrição de parte do funcionamento do blip.fm:

"...sua quase infinidade de conteúdo sendo selecionado através de uma customização do próprio ouvinte, de forma que uma estação de rádio nestas plataformas não se define por posicionamento, e sim por filtragem através de classificações."
Além do tagTuner, e dos DJ's que vão sendo seguidos conforme a preferência do usuário, também existe outra forma de 'filtrar' esta lista gigante que o blip.fm gera: playlists.



Para os usuários do twitter, algo que aproximaria aos playlists, seria a lista de favoritos. Assim como no twitter é possível marcar um post de um usuário que possa interessar, no blip.fm é possível marcar um blip que possa interessar mais tarde, ou alguma música que seja a favorita do usuário, e assim vai (como o próprio nome diz, adicionar uma música a uma lista de reprodução).

E esta não é a única forma de demonstrar satisfação com a música que está sendo reproduzida. Também é possível mostrar ao DJ que gostou da música enviando props.

Como foi descrito (e próprio ícone indica) a função Give Props é para aprovar a música ao DJ que enviou o blip, dando uma pontuação para o mesmo. Com isto, vai existindo toda uma questão de classificação do DJ - a credibilidade dele mede-se não somente pelo número de ouvintes, como também pelo número de aprovações que recebem dos mesmos. Cada aprovação recebida, o DJ também ganha crédito para poder aprovar outros DJ's. Ou seja, existe uma certa quantidade de número de aprovações, que varia conforme ele também vai recebendo estes props.

Além de mostrar aprovação dando estes créditos, é possível também um DJ retransmitir uma música de outro DJ. É o tal do reblip.

Esta função é bem semelhante ao Retweet do twitter. Ao clicar no botão do reblip, ele já deixa tudo pronto para fazer o envio, só faltando o DJ escrever o que tiver de ser escrito.

sábado, 10 de abril de 2010

Pesquisa!

Bom, como boa parte já sabe (afinal, isto é o motivo do surgimento deste blog) , eu estou fazendo uma pesquisa acadêmica que envolve música e redes sociais, e a interação do usuário nestas redes. Para obter mais informações, estou fazendo umas perguntas para usuários (e ex-usuários) de last.fm e blip.fm. Se você tem uma conta, ou já teve, por favor, responda e repasse pra quem também possa responder! O link é este aí embaixo:


https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dGlTV2xXaXhaVXM5QXM5NEhIemxXNkE6MA


Valeu!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Blip.fm - Que blipaiada é essa, camarada? (Parte I)




Bom, já falei aqui em post, artigos, coisa e tal sobre o blip.fm, mas nem todos devem saber que raios é esse blip aí, portanto... vou tentar fazer algo que explique mais ou menos o que é enfim, esta bagaça:

O Blip.fm é um serviço de microblog (bem parecido com o twitter, aliás, o pessoal que usa twitter vai notar certas coisas em comum) , com um diferencial: você busca pela música que deseja, coloca uma breve descrição e pronto! Está lá o seu post, com texto e música! Funciona de forma bem semelhante a uma rádio.

Um aspecto onde ele é bem parecido com o twitter, é na maneira que os blips são organizados. Vai sendo exibido blip a blip dos usuários (DJs) que você segue, formando assim uma lista com uma ordenação que só você (ou outra pessoa que segue exatamente os mesmos usuários) possui.

Mas, além de acompanhar somente o pessoal que você adicionou, é possível também acompanhar todos os blips. enquanto a música vai rolando, os blips vão sendo atualizados a todo momento. Para organizar esta farofa que sem dúvida será formada, é possível 'sintonizar' através do tagTuner. Assim como no twitter é possível filtrar os tweets através dos Trending Topics, é possível no blip.fm filtrar os blips por estilo musical, nome do artista, música ou qualquer outra coisa que possa rotular um artista ou música:



Este sistema de filtragem é algo que achei bem interessante, e reflete bem o que várias outras plataformas também tem como característica, como seu processamento remoto, sua convergência e mistura com demais plataformas de conteúdo e redes sociais, sua quase infinidade de conteúdo sendo selecionado através de uma customização do próprio ouvinte, de forma que uma estação de rádio nestas plataformas não se define por posicionamento, e sim por filtragem através de classificações.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

“Colaborar ou evaporar”


Exatamente. como Gerd Leonhard, consultor e escritor de livros The Future of Music e Music 2.0, resumiu a questão da sempre polêmica briga entre indústria do entretenimento e pirataria. Nesta quarta feira foi gravada a entrevista com ele no programa Roda Viva, da TV Cultura, e o blog do caderno Link do Estadão publicou uma matéria a respeito, que se encontra no link abaixo. Recomendo!

Gerd Leonhard @ Roda Viva


domingo, 31 de janeiro de 2010

Via YouTube - Usando youtube para compartilhar... música!

Oi, playlist!

Creio que eu falar das mudanças que o Youtube trouxe em relação à transmissão de vídeos via internet, e sobre o que ele representa em transmissão de conteúdo nos meados dos anos 00, será chover no encharcado (e morando no estado de São Paulo, chuva neste início de ano é algo que já deu!).

Porém, é interessante observar como o formato da plataforma e suas facilidades possibilitam que usuários possam utilizar a mesma de diferentes formas. Não somente como um suporte de vídeo, mas também um suporte que acaba possibilitando que o usuário publique música (somente a música, no máximo a capa do disco ou fotos do artista no lugar do videoclip) no site, fazendo do mesmo uma jukebox. E com o passar do tempo, o próprio site foi se modificando de forma com que este tipo de uso se tornasse cada vez mais propício, com o surgimento, por exemplo, das playlists, que possibilitam ao usuário criar diferentes listas de reprodução.

É bem o que Lev Manovich citou acerca dos "Banco de Dados" no "The Language of New Media". Um playlist é composto por diversas músicas (ou vídeos) que se tornam itens individuais, podendo ter suas ordens alteradas de diversas formas. E isto se reflete não somente nas playlists do Youtube, mas também em listas de reprodução de sites como vagalu.me, blip.fm (plataformas que retransmitem conteúdo hospedado via Youtube), e diversos outros que adotam padrões semelhantes.

Mas não é somente de playlist que se resume a lista de ferramentas contidas no Youtube. Recentemente eles lançaram um serviço chamado Youtube Music Discovery Project. Nela, de uma forma um pouco semelhante (e até o momento, mais limitada) ao last.fm, é possível encontrar informações de artistas, gêneros musicais e seus artistas/gêneros relacionados. A Adriana Amaral escreveu algo bem interessante a respeito, tanto do youtube.com/disco quanto do uso como compartilhamento de música.

O que é fato, e até um tanto quanto óbvio, é que tal aumento destas possibilidades (de difusão e retransmissão de conteúdo, interligando com outros serviços de diversas maneiras) vai, de maneira cada vez maior, ampliar o poder viral que as redes tem hoje.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Rádio, Internet, Redes Sociais e Compartilhamento

Confesso que ando meio relapso com este blog, até tenho bastante idéias pra colocar, mas hey, o ano começa só depois do carnaval! Ok, não é uma desculpa convincente...

Enquanto estou vendo algo bacana pra compartilhar (outra maneira de dizer "tomar vergonha na cara e escrever mais coisas"), me lembrei de uma coisa:

Uns dias atrás tinha visto via twitter (@gabizago)que os anais da ABCiber já estavam disponíveis no site do Simpósio. Pois bem, o que significa que trabalho que apresentei está lá!

Rádio, Internet, Redes Sociais e Compartilhamento – Histórias e impactos na sociedade

O presente artigo tem como objetivo analisar o surgimento, o desenvolvimento e o impacto
que as rádios na internet - também conhecidas como web radios ou internet radios –
trouxeram para o cotidiano das pessoas. Tal advento trouxe consigo inovação e convergência
entre os dois meios, o que produziu mudanças tanto na forma de executar as canções quanto
na maneira como elas são reproduzidas no cotidiano. As web rádios também multiplicam as
possibilidades de difusão, de organização e de relação com o ouvinte e alteram a relação do
artista com sua obra. Essa mudança é praticamente irreversível, devido ao poder viral da
internet e da dimensão da mesma.


O texto está disponível aqui.

E a lista dos demais trabalhos pode ser encontrada neste link.